Thursday, 22 April 2010

Ser hipócrita

Tenho uma amiga que diz que é católica porque foi baptizada, mas não é praticante. Não vai à missa, não tem fé, não acredita. Por mim tudo bem, ninguém é obrigado a seguir determinada religião. Só não gosto quando diz coisas do género: Ah e tal eu não vou à missa porque os que lá vão se for preciso são piores que eu.

Então espera lá, uma pessoa segue uma religião para ver se os outros são melhores ou piores que nós?! Acho que não foi isso que me ensinaram...

Claro que ela diz aquilo só para se justificar, como se precisasse de se justificar! Não vai porque não quer. Ponto final. Não há necessidade de se querer justificar perante mim, ou outra pessoa qualquer. Somos todos livres!

Faz-me espécie agora ela querer ser madrinha de baptismo católico. Era a mesma coisa eu ir ser madrinha de um baptismo muçulmano (se é que existe), se não acredito na religião deles. Sim, porque se não sabem, o baptismo católico é isso mesmo, para ajudar a educar a criança na fé católica, e não para ficar com ela se acontecer alguma coisa aos pais, como muita gente pensa. Isso são os tutores! (que podem até ser padrinhos, ou não)

Há uma parte da celebração em que o padre pergunta:

SACERDOTE: Caríssimos pais: pedistes o baptismo para o vosso filho. Deveis educá-lo na fé, para que, observando os mandamentos, ame a Deus e ao próximo, como Cristo nos ensinou.
Estais conscientes do compromisso que assumis?

PAIS: Sim, estamos.

SACERDOTE: E vós Padrinhos, estais decididos a ajudar os pais desta criança nesta missão ?

PADRINHOS: Sim, estamos.

E eu estou a pensar, o que é que ela vai responder a esta pergunta? Vai mentir deliberadamente? (porque ela sabe que não acredita naquilo, como é que vai ajudar a educar a criança na fé??) Ou vai recusar-se a responder?


45 comments:

Miss Dreams said...

É a verdadeira hipocrisia... se não acredita porque quer ser madrinha? Para "fazer bonito" ao dizer que tem um afilhado?
É isso e as pessoas que casam pela igreja só porque é bonito, comungam, e tuditudo, e depois nunca mais lá põem os pés.

A said...

Achei este post muito bem escrito. Penso exactamente como tu. Quanto ao ser católico "não praticante": imaginem um jogador de futebol " não praticante ". É jogador mas não toca na bola...isso faz sentido?:) Penso que é mais uma maneira das pessoas falarem. As pessoas ou são ou não são!

Aninhas said...

É por estas coisas que acho que as pessoas são deviam ser baptizadas quando tivessem consciência da religião que realmente querem seguir (se é que querem seguir alguma). Já vimos inúmeras pessoas abdicarem da religião com que "nasceram" e tornarem-se muçulmanos ou budistas, porque se identificam mais com os valores e preceitos dessa religião.

Só não concordo com o que disseste em relação aos padrinhos. Os padrinhos não servem para ajudar a educar a criança na fé cristã. Servem para ajudar a educar a criança. Ponto! Os padrinhos são aquelas pessoas em que os pais confiam, com os quais têm (ou deviam ter) laços de amizade e confiança profundos, que seram, depois alongados para a criança.

Agora o que essa amiga vai dizer na hora H.... Isso já não sei!

Bjx

MIM said...

Vai mentir de certeza porque vai responder como é esperado que responda, porque é automático e porque é a resposta considerada certa...
Como dizes, não vai à missa porque não quer e até percebo o argumento dela mas não me parece razoável usá-lo como argumento. Afinal se realmente fosse crente, praticava esse acto pelo simples facto de fé e não porque é o que se espera de uma católica praticante...

Rita G. said...

Há por aí muita gente assim...eu não vou baptizar a minha filha porque nem eu nem o F. somos católicos e não queremos fazer como muitos fazem, ou seja, baptizar só por causa da festa...Bj:-)

Odalisca said...

Hoje em dia vê-se muito disso... não só relativamente a ser-se padrinho de baptismo, como casar por igreja...
enfim... a mim faz-me especie...
muita hipocrisia!

Fabi said...

Concordo tanto! Não compreendo pessoas "mornas". Ou se é ou não se é. Meios termos (especialmente no que toca à religião)não fazem qualquer sentido. Católicos "não praticantes"? Que é isso?...Como a A disse, não estou a ver o que possa ser um jogador de futebol não praticante ou um médico não praticante ou um professor não praticante...

Atena said...

Eu não sou catolica, sou Cristã, o que para mim é mt diferente!!
Acredito em Deus, mas não acredito na Igreja, nem no papa etc..

A igreja para mim não passa de um negocio, uma instituiçao nada mais!!
Se Deus é omnipresente e omnipotente como os padres dizem aos 7 ventos eu nao preciso de por os pés na igreja para rezar/orar etc posso fazer em qq lado pq ele está lá..
Se Deus é bom e compreende td e perdoa td pq é que a igreja é contra o casamento dos homosexuais??
And so on.. é por isso que a igreja para mim não tem valor nenhum, apregoam uma coisa mas na realidade são outra!!!

Eu vou ser madrinha do filhote que a minha irma esta a espera, e concordo com o que a Aninhas, os padrinhos servem para para ajudar a educar!!!
Mas se eu não acredita-se em Deus claro que não era madrinha!!

Sorry pelo testamento!!

Bjito*

Verinha said...

Eu digo-te, fui batizada em 2008, mas não tenho o habito de ir à missa, gosto de ir à igreja e estar lá um bocado sozinha, mas ir à missa nem por isso. Não te sei explicar o porquê, gosto mais de estar sozinha.

As pessoas assumem o batismo exactamente como dizias, como se fossem tutores da criança, é uma ideia cada vez mais enraizada na nossa sociedade.

guida said...

Há uma coisa muito simples: se não acredita, não tem fé [pelo que indicas-te], nem vai à missa... não é católica. Ponto. Ela não pode dizer que é católica só porque foi baptizada.

E ela aceitou ser madrinha [de baptismo católico] sem pensar no verdadeiro sentido da palavra. Simplesmente acha giro ser madrinha e pronto. Não é uma forma de pensar correcta.

No entanto, defendo que por mais que sejamos católicos, muçulmanos, unificacionistas, etc. etc. devemos lembrar que todas as religiões têm um principio comum e que daí devêssemos juntar todos como uma "única família" para estabelecer a paz. Se isso é possível? É difícil, mas NÃO é impossível. Até porque existe um evento "Global Peace Festival" com o intuito de todas as religiões serem convidadas, para um momento que mostra ao mundo como a paz entre todas as religiões é de forma sincera e mostra o quanto eles trabalham em conjunto para a paz.

Helena said...

Infelizmente, a maior parte das pessoas acaba por fazer isso... Aliás, a maior parte dos pais quando baptiza os filhos e escolhe os padrinho, está a pensar em tudo menos em religião! É triste, é uma hipócrisia, mas é o mundo em que vivemos, que é tão vazio de princípios e valores, que me dá vontade de não fazer parte dele...

Beijinhos

Helena

Soinita said...

Concordo plenamente com o que escreveste.
Se não acredita, como pode servir de exemplo?

areianegraemarbranco said...

Às tantas vai limitar-se acenar com a cabeça, assim como quem diz um Sim MUITO comprometido..
Há com cada uma que até dá dó..

Lu! said...

Dá que pensar este texto...

Pocahontas na Cidade said...

Para te ser sincera, o baptismo deve ser para arrependimento de pecados.

Era o que João Baptista pregava ao povo! Que se arrependessem dos seus pecados, pois o Reino dos Céus estava para chegar! E todo o homem que quisesse ir para o Céu, deveria arrepender-se dos seus pecados e levar 1 vida em comunhão com Deus.

As crianças serem baptizadas não faz sentido... Não têm pecado.

Mas pronto, a igreja católica inventou isso de serem tutores.

Nicas said...

Olá.
Este é um tema muito controverso e que provoca muitas discussões!
Eu sou baptizada e fiz a 1ª comunhão. Levavam-me à missa e eu ía por obrigação, porque não gostava.
Quando pude, deixei de ir mas não deixei de ser católica por isso.
A minha opinião é que a IGREJA, é uma instituição (super rica) e por isso concordo com tudo o que a Atena escreveu.
Deveriam cativar os jovens a entrar e não a sair com discursos moralistas.
Só para acabar, as "leis" da Igreja são antiquadas. Eu e o meu marido não somos casados pela Igreja (pecado!!!). Fomos convidados para padrinhos e, quando fomos ter com o padre e ele perguntou se éramos casados pela igreja e lhe dissemos que não, a resposta dele foi: "Não podem! Os pais não serem casados, a criança não tem culpa, mas os padrinhos TÊM de ser casados pela Igreja".
Fomos a outra igreja e não mencionámos que éramos casados um com o outro, demos moradas diferentes. Claro que me senti mal em fazer isto mas foi porque conheço muito bem o significado de se ser madrinha (fui criada pela minha) e não é por ser casada pela igreja que vou saber cuidar melhor ou pior da minha afilhada, torná-la feliz, ajudar no que for preciso.
E isto tudo faz-me agora pensar: Não podíamos ser padrinhos porque não éramos casados pela Igreja, mas os padres podem roubar (como fizeram há muitos anos atrás), podem violar e abusar de crianças! Enfim...desculpem o comentário tão longo, mas soube bem dar o meu parecer sobre este assunto!
Se concordo com o que a tua amiga vai fazer, está na consciência dela e, quem somos nós para criticar!!!
Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra!

anf said...

Este é tem para muita conversa,
vai mentir claro está

beijinho

algodãozinho said...

A Atena disse tudo. :)

Fresco_e_Fofo said...

Pronto, eu também fui baptizado, mas não sou religioso. Não me identifico, não acredito em nada do que lá se diz, mas acho que as pessoas que lá vão, são como as outras.
Há quem acredita na lotaria e compre cautelas.
Há quem acredite em Deus e vá à missa.
Há bons e maus em todo o lado.
Por exemplo: tu tens um "gajo" há 9 anos, não é?
Se não fosses "boa", o gajo não te passava cartão.
Resumindo:
O que eu queria dizer é que tu vais à missa e és boa Ah ah ah ah ah.

Olhos Dourados said...

Tomando o exemplo da Nicas, que está no direito de não se ter casado pela igreja. Se não acredita no sacramento do matrimónio, o que a leva a querer participar no sacramento do baptismo?

Ao ler alguns comentários, parece-me que ainda há pessoas que acham que para poderem cuidar de uma criança e torná-la feliz e ajudar a educá-la têm de ser padrinhos pela igreja. Não, não têm, podem fazer isso tudo na mesma e ser excelentes pessoas na mesma sem quererem a toda a força fazer parte de um sacramento de uma instituição em que não acreditam só porque é bonito ir lá à igreja.
As pessoas envolvidas no baptismo devem ser pessoas crentes, porque o baptismo é uma coisa dessa religião, senão isso que significado tem?

Eu sei que quem não é católico pode não entender as regras e as finalidades, como a mim também me custa a entender os muçulmanos, por isso só falo do que sei.

P.S: atenção que não quero ferir susceptibilidades! Eu sei que a religião é sempre um assunto muito controverso. Somos todos amigos na mesma!;)

Niki said...

Também concordo com a Atena, uma coisa é ser cristã e outra é acreditar na igreja, quanto aos padrinhos imagina que uma pessoa que até nem é católica mas que faz todo o gosto em ser madrinha daquela criança que os pais decidiram baptizar, não iria ser madrinha só porque não é católica? Se a escolha dos pais foi essa e se a pessoa faz questão de ser madrinha ou padrinho não vejo porque não ser.

Last Angel said...

É uma tema que gera sempre grande discussão. Eu sou católica porque assim me educaram, mas sinceramente não acredito nesta religião. Tenho uma afilhada e hei-de ensinar-lhe o que a vida tem de bom e mau, independentemente da religião que ela acredite.

Olhos Dourados said...

Niki, sim eu acho que não tem lógica nenhuma ser padrinho de um sacramento em que não se acredita!
Não quero com isto dizer que essa pessoa não pode ser chamada de madrinha pela criança. Até acho que tinha mais lógica se fosse uma madrinha não católica (ou seja, que não era de baptismo católico, mas dessa versão de educar independentemente da religião), uma vez que não seria essa a sua religião. Assim já não achava hipócrita, pois não tinham ido à igreja prometer uma coisa que não têm intenção de cumprir.

Rita said...

Complicado.... mas infelizmente é mesmo assim, há muita gente "católica só para inglês ver", ou porque fica bem... :s

Teresa said...

Este é um tema que tem muito que se lhe diga! Eu já fui madrinha 3 vezes, mas para ser sincera, não sou crente, não frequento a Igreja. Mas como vou dizer aos pais das crianças, que estão me estão a dar um voto de confiança, uma prova de amizade, que não aceito ser madrinha dos seus rebentos? Eu não querer baptizar os meus filhos é uma coisa; recusar-me a baptizar os dos outros já é um tema mais delicado. Concordo que é um hipocrisia querer baptizar os filhos, ou casar pela Igreja quando não se é praticante, mas sejamos sinceros, se a tua melhor amiga chegasse ao pé de ti e te convidadsse para madrinha do filho, recusavas? Sob a pena de a magoar, de beliscar essa amizade? Eu não tive coragem...

Olhos Dourados said...

Teresa, compreendo o teu ponto de vista.

A said...

Realmente este é um assunto que tem panos para mangas e desde que exista uma discussão saudável é bom!
É importante salientar ( como aqui já foi dito ) que há pessoas boas e más em TODO o lado. Não podemos dividir as pessoas: de um lado os bons e do outro lado os maus. Aliás, eu acho que nós temos um bocado dos 2!O facto de fazer parte da Igreja e ser praticante não concede a ninguém por si só, o estatuto de "santo":) Daí os padres também cometerem erros.
A Igreja Católica, tal como outras "instituições", tem uma doutrina própria e orienta-se por uma série de princípios. Pode-se concordar ou não. Somos livres!
O Baptismo é um dos sacramentos mais importantes da Igreja Católica. Um dos "objectivos" dos padrinhos é exactamente encaminhar na fé cristã. Se alguns vão "apenas picar o ponto" é lá com eles. Não é preciso ser Católico para educar bem, logo.....para quê assumirem um compromisso destes? Porque sim? Porque os pais da criança insistem?Porque é "tradicional"?
Para terminar, partilho da opinião daquelas pessoas que acham que Deus deve ter um grandeeeeee sentido de humor.Só pode!;)
P.S."Pocahontas na Cidade": o "pecado" das crianças recém nascidas é o "pecado original"...do Adão e Eva. Daí o Baptismo significar "purificação".

Nicas said...

Uma adenda ao meu comentário: Eu não casei pela igreja porque o meu marido era divorciado! Por esse motivo, somos mais ou menos católicos? Mais ou menos importantes perante a Igreja?
Nunca recusarei um pedido para ser Madrinha de alguém. Claro que só aceitarei se achar que sou merecedora desse pedido!

Purple said...

Tema dificil e conturbado.

Eu sou católica e sinceramente sinto-me bem na Igreja, não vou à missa frequentemente, mas vou lá acender uma vela e respirar fundo muitas vezes.

E não existem religiões, ideologias perfeitas, todas têm costumes e uma história com falhas. A católica não é excepção à regra.

Agora em relação ao baptismo, acho que deve respeitar o compromisso que se assume, mas acima de tudo respeitar a criança e estar sempre presente quando ela precisar.

Quanto à tua amiga...sem comentários.

Beiju

Olhos Dourados said...

Nicas, Em caso de divórcio também não sou completamente de acordo com o que diz a igreja, porque mais vale divorciarem-se do que andarem a sofrer ou só por aparências.

Nox Lilin said...

Sim! Era mais fácil se ela te dissesse: Sou ateu, mas sou baptizada.
Mas acho que a questão de ser padrinho/madrinha não é resumida a questão religiosa. É mais uma questão cultural... para poder-se dizer que temos alguma relação com aquela criança (Ei, sou a madrinha dela!) e que vai-se ajudá-la a crescer, mas com Deus de parte.

marie said...

Vai mentir de certeza! Mas eu concordo contigo, apesar de não ir à missa há algum tempo, tenho fé e acredito sim. Enfim... Há gostos para tudo :p
Beijinhos

Su said...

Pois, talvez o lapso seja precisamente aí. Hoje em dia não se vê os padrinhos dessa forma, mas mais como os tutores e talvez seja por isso que ela queira ser madrinha.

Eu p.e. não acredito na Igreja enquanto instituição... e ainda assim casei pela Igreja. Também há muita gente que me chama hipócrita.

Como disse uma das leitoras: não se pode dividir o mundo em duas cores, preto e branco.

*C*inderela said...

E aquelas pessoas que acreditam em Deus e não na igreja? São menos catolicas? Isto é um tema discutivel. O que a tua amiga poderá querer dizer é que catolico não é aquele que marca o ponto na missa mas sim aquele que vive e age segundo os ensinamentos.

Bjokas *****

Patrícia said...

Recusar-se a responder tinha a sua graça. lol

Su said...

Não é a única que o faz... há imensas pessoas iguaios a ela...! Se concordo!? Não!
Se não acredita, não deveria de ser madrinha, mas os pais da criança também devem de saber que ela não acredita logo não a convidavam...
Acho mal ela ir dizer o seu sim, não acrditando... E é claro que vai mentir, ela vai responder um sim da boca para fora...
Agora, em muitas paróquias é necessários os padrinhos terem o Crisma (que é a confirmação do baptismo, é quando, nós dizemos novamente o "sim" e não os nossos padrinhos) mas noutras sei que ainda não é preciso.
Sou católica praticante, e ha muita coisa na igreja que não concordo, mas se formos a ver, não existem religiões, ideologias perfeitas, todas têm costumes e uma história com falhas... e a católica também as tem!
Atena, sou católica e também não concordo que a igreja seja contra os casamentos/adopção dos homossexuais... mas isso, tal como ja referi é uma das falhas da igreja (no meu ponto de vista, claro)
Já me explicaram porque é que a igreja é contra, e foi explicado por um padre com quem gosto bastante de discutir estes assuntos "tabus" e não concordei à mesma... acho que isso vem de cada um, do que cada um pensa...!

Desculpa o testamento
Beijinho *.*

Leila Reis said...

Se eu fosse aqui dizer qual a minha real opinião sobre isto, teria muito panos para mangas, portanto, a única coisa que posso dizer é, essa rapariga, vai dizer "sim" da boca para fora, como muita gente faz.

Girl in the Clouds said...

Concordo que ser padrinho ou madrinha também é uma questão cultural, independentemente de ser um facto que existe muita hipocrisia nestas coisas.

Olhos Dourados said...

Quando me perguntam: uma pessoa que acredito em Deus e não na Igreja é menos católica?
Eu parece-me que acreditar em Deus não significa obrigatoriamente ser católica. Todas as religiões acreditam em Deus (mesmo que cada religião lhe chame um nome diferente), e não são todos católicos.

DoceSussurro said...

Já pensei tantas vezes nesta questão...
Eu tbem fui batizada. Mas depois num fiz mais nada 'dessas coisas', nem cuminhão nem crisma, nem nada. Não fui educada na fé... Não tenho fé.
Mas por ex.: Se eu tivesse um filho era impensável pra minha família (principalmente avós) eu não o batizar :s
Complicado...

Joana said...

claro que não tem de ser, mas se mantivermos a passividade em relação aos acontecimentos é quase inevitável.
em relação a este texto, concordo plenamente. actualmente a religião é um assunto cada vez mais relativizado, está na moda não ter crença mas mesmo assim participar nos rituais católicos, é ridiculo.

Fatucha said...

Olhos, sabes, é o mais comum hoje em dia isso se verificar, repara, até os casamentos, quantos não há cada vez mais que se casam pela igreja, só porque é bonito? o mesmo acontece qdo se vai dar o baptismo a um filho...é pena ser assim, as pessoas acabarem por desacreditarem mtas vezes pq alguns, (não todos) padres não dão bom exemplo...eu sou católica e crente também...mas é como já foi dito aqui, há coisas que eu tb n acho mto bem, pq n aceitar o divorcio, pq os padres tb n se podem casar? n acho bem haver madrinhas q o sejam só porque é um favor...e pais q baptizem só pq é bonito...acaba por haver uma banalização no acto em si que merecia mais credibilidade.

' Claudjinha said...

concordo perfeitamente. também sou baptizada e tenho a 1ª comunhão, mas não acredito no "deus católico". ou seja, oficialmente, aos "olhos da lei", sou católica, porque os meus pais baptizaram-me quando eu tinha 1 ano e obrigaram-me a fazer a 1ª comunhão... pessoalmente não sou minimamente católica! logo, eu nunca poderia nem quereria ser madrinha de baptismo de alguém. isso seria mesmo uma grande hipocrisia!

Pinkk Candy said...

Eu acho que se a pessoa é católica e praticante, e se assume como católica, é porque CONCORDA COM TUDO O QUE A IGREJA DIZ E FAZ, com TUDO, acho mal de dizerem sim sou católico/a, MAS isto e aquilo acho mal. Se acha mal mude de religião e não seja hipócrita.

Bunny said...

Mas como a tua amiga ha muitos assim. Uma vez assisti a um casamento que o Padre tinha de dizer: agora ajoelhem-se, agora de pé, agora sentem-se.....enfim....Esta na consciencia de cada um. Eu vivo com a minha e cada um com a sua. Mas realmente este tópico dava pano para mangas.....

Mas muitas pessoas não fazem ideia do que é ser cristão, católico, comprometido, evangelizador.....